sexta-feira, julho 14, 2006

Abendröte




(bild "kopfkino" von stäubchen)


Mein Schrei,
( wie Vulkane in der Explosion des Zorns )
sprengt Fesseln...
( nur um das Innere des Schmerzes nach draussen zu winden )
in mir,
(...diese Wunden auf der Seele...)
die Abendröte...


Du spazierst auf meiner Narbe
( weil Unverstand auf mich traf...)
und vergehst im Nebel der Zeit...
( Versuch dich in eine Welt voll Dunkelheit...)
in mir,
( ...diese Wunden auf der Seele...)
die Abendröte...
( wie Vulkane in der Explosion des Zorns .)


ruiluis (basiert in Worte von Stäubchen)

domingo, junho 04, 2006

de um tempo ausente


(pintura de c.d.friedrich "frau in der morgensonne")

...e visto-me de noite mansa
aquela que avisa o fim da primavera
e oiço o seu coro, sua melodia
aquela, que não me faz bailar...
(...sabes que pertencemos mesmo um ao outro...)
...por isso regresso com as luzes
aquelas que guiam em todos os caminhos
e vejo com a claridade dos morcegos
eles sim, vêem sem ver...
(...sabes que pertencemos mesmo um ao outro...)
...é mais uma folha escrita
daquelas que escrevia sem destinatário
aonde as letras se recusavam na direcção
pois essas, apagavam-se com o tempo...
(...sabes que pertencemos mesmo...)
ruiluis

segunda-feira, março 20, 2006

corte final

à feição dum corpo
o corte, a separação final
e num disparar do tempo
gritos mudos num sepulcro

são de olhos orvalhados
espalhando o vazio no chão
as visões de brumas passadas
as trevas de sombras quietas

à feição dum corpo
são de olhos orvalhados
o corte, a separação final
e um resto de um suspiro...