domingo, junho 04, 2006

de um tempo ausente


(pintura de c.d.friedrich "frau in der morgensonne")

...e visto-me de noite mansa
aquela que avisa o fim da primavera
e oiço o seu coro, sua melodia
aquela, que não me faz bailar...
(...sabes que pertencemos mesmo um ao outro...)
...por isso regresso com as luzes
aquelas que guiam em todos os caminhos
e vejo com a claridade dos morcegos
eles sim, vêem sem ver...
(...sabes que pertencemos mesmo um ao outro...)
...é mais uma folha escrita
daquelas que escrevia sem destinatário
aonde as letras se recusavam na direcção
pois essas, apagavam-se com o tempo...
(...sabes que pertencemos mesmo...)
ruiluis
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