quarta-feira, julho 06, 2005

poema sobre a ausência

(pintura de antónio cara d´anjo "adraga")


agora, como sei que tu partiste
és ausência em tempestade na alma
e faltas-me como um sol perturbante

a penetrar pela janela, em manhãs desfeitas


vivo-te em silêncios

e sou uma esperança persistente do nosso passado

vivo-te em segredo

entre os ponteiros do relógio do teu regresso


mas enquanto não vens

enquanto não estás

és limão na amargura da distância

e imagino-me só no teu quarto

aonde me deito na tua cama

do lado que me pertenceu



alexander ibis

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