sexta-feira, novembro 26, 2004

é tarde

do amor que dei...
só há pouco foi reconhecido
pensei-o um passageiro clandestino
num barco a navegar sem rumo

longa foi a espera
de quem hoje sabe
da magia dos momentos
no abraço do bolero e da bossa nova

do amor que recebi...
guardo em lugar sagrado
aonde o tempo espera
com a paciência das estátuas

escuta, como nos encanta
a musica adormecida
dos pássaros viajantes
das nossas memórias renascidas !

mas é tarde meu amor...
tão tarde, que a manha já raia
depois de faltarmos
ao encontro da noite

ruiluis
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