quarta-feira, agosto 24, 2005

poema sobre o silêncio



(pintura de maria manuela mendes da silva "s.t.")


pingava-me a saudade no teu silêncio
e com a tristeza das flores
o cântaro encheu e trasbordou

(...nesse silêncio sou sorriso fundido de chuva
que não sabe aonde cai...)

no fundo te guardo
como um sonho de beira-mar passado
e os barcos ao longe que passam são os adeuses
de um acordar num céu
aonde nunca houve estrelas

nestas horas absurdas
a estranheza invade-me
e sou louco de alma a flutuar
por oceanos secretos
aonde um dia naufragámos

ruiluis
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